quarta-feira, 22 de janeiro de 2020





Para estudar as diferentes dimensões da situação económica - financeira da empresa, podemos recorrer ao cálculo de rácios. Os rácios expressam uma relação entre duas grandezas e obtêm-se dividindo um valor pelo outro.
Os rácios podem relacionar entre si dados quantificados do Balanço, da Demonstração dos Resultados ou dados de ambas as demonstrações financeiras.

Podemos construir inúmeros rácios. Dada a multiplicidade de indicadores, vamos classificar os rácios de acordo com os seguintes grupos:

  • Rácios de Atividade (Económicos)
  • Rácios de Rendibilidade (Económicos)
  • Rácios de Funcionamento
  • Rácios de Estrutura ou Endividamento (Financeiros)
  • Rácios de Liquidez (Financeiros)
  • Rácios baseados no Mercado


Neste artigo vamos abordar dois rácios de funcionamento. Os rácios de funcionamento ajudam a explicar os impactos financeiros das decisões da gestão ao nível do ciclo de exploração, ou seja, permitem aferir com maior precisão a eficiência da utilização dos recursos disponíveis pela empresa.

Prazo Médio de Recebimentos (PMR)
PMR = saldo médio de Clientes              x 360
             Volume de negócios x (1+txIVA)

O Prazo Médio de Recebimentos indica o período médio (em dias ou meses) que decorre entre o momento das vendas ou prestações de serviços e dos recebimentos.  Isto tem a ver com a política de crédito e com a eficácia das cobranças. Este rácio traduz o período médio para os clientes saldarem as dívidas. Quanto mais baixo for o rácio, menos tempo para receber dos clientes.

Prazo Médio de Pagamento (PMP)
PMP = saldo médio de Fornecedores                                                   x 360
             (Compras + Fornecimentos e Serviços Externos) x (1+txIVA)

O Prazo Médio de pagamentos indica o período médio (em dias ou meses) que decorre entre o momento da compra e o momento do pagamento a fornecedores. Este rácio expressa em quantos dias em média a empresa paga as dívidas aos fornecedores.
A interpretação deste rácio poderá ser distinta de caso para caso. Por exemplo, um aumento do PMP pode indicar dificuldades de tesouraria por parte da Empresa. Noutros casos um aumento do PMP pode indicar uma maior capacidade negocial com os fornecedores. Do mesmo modo uma diminuição do PMP pode significar maior capacidade financeira para pagar as dívidas, ou, podemos chegar à conclusão que a empresa perdeu capacidade de negociação com os fornecedores.
Nota 1 – No PMR é aconselhável utilizar de preferência saldos médios anuais podendo ser deduzidos eventuais adiantamentos a clientes. Ambos os membros do rácio devem incluir IVA.
Nota 2 – No PMP devem ser retirados eventuais adiantamentos efetuados a fornecedores. As compras e os FSE devem ser majorados do IVA dedutível.

Referências Bibliográficas
“Silva, Eduardo Sá. Introdução às Finanças 2.ª Edição, Outubro 2018. Vida Económica”




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