segunda-feira, 1 de março de 2021

 



A Tributação dos Dividendos (Categoria E – Capitais) em sede de IRS em cinco pontos:


1-    Os dividendos são rendimentos enquadrados na categoria E – Capitais. Quando obtidos de Sociedades Anónimas estabelecidas em Portugal o Sujeito Passivo (Pessoa Singular Residente em Portugal) usufrui da opção de englobar ou não englobar este mesmo rendimento de capitais (categoria E). Se a opção do sujeito passivo for por não englobar, o mesmo simplesmente não tem de declarar o rendimento (não preenche o anexo E). A Sociedade Anónima na altura em que efetua o pagamento dos dividendos, deve efetuar uma retenção à taxa liberatória de 28% em sede de IRS, tratando-se esse o pagamento definitivo do imposto. A retenção é feita à taxa de 28% conforme o artigo 71.º do CIRS, trata-se de uma taxa liberatória que libera o contribuinte de declarar o rendimento (tributação a título definitivo, quando a opção passa pelo não englobamento).


2-    O Contribuinte pode optar pelo englobamento do rendimento de dividendos. Neste caso é obrigado a declarar o rendimento através do preenchimento do anexo E. Uma vez que o rendimento foi obtido em Portugal deve preencher o quadro 4B do anexo E. Ao optar pelo englobamento dos dividendos irá usufruir do estabelecido no artigo 40.ºA do CIRS e apenas declara metade ou 50% dos mesmos (isenção de 50%). Trata-se de um benefício aplicado a quem tem rendimentos de dividendos (categoria E – Capitais) e opta pelo englobamento dos mesmos, ou seja, apenas declara metade e será consequentemente tributado por metade.


3-    Este Benefício (declarar 50%) apenas é aplicado a rendimentos de dividendos, não é aplicado a outros rendimentos de Capitais (Categoria E) como por exemplo Juros de aplicações financeiras e mesmo dividendos de empresas com sede fiscal fora dos Estados Membros da União Europeia (a título exemplificativo empresas Americanas). Se, por exemplo, um contribuinte usufruir de juros de depósitos a prazo e optar pelo seu englobamento terá de declarar a totalidade desses juros e nunca metade dos mesmos.


4-    Um pressuposto que terá de ser tido em conta é que o sujeito passivo terá de manter essa mesma opção para todos os rendimentos de uma mesma categoria, ou seja, se a opção é não englobar os dividendos, todos os restantes rendimentos de capitais (Categoria E) terão de seguir essa mesma opção. Já se optar pelo englobamento dos dividendos, todos os restantes rendimentos de capitais seguirão a opção de englobamento.


5- Quando o sujeito passivo optar pelo englobamento dos rendimentos de capitais, os mesmos serão adicionados aos restantes rendimentos líquidos (categorias A, H, B, etc.) e o respetivo rendimento coletável será submetido às taxas gerais do artigo 68.º do CIRS. De acordo com a integração num dos escalões previstos (7 escalões), o rendimento coletável poderá ser submetido à taxa mínima de 14,5% (para rendimento coletável até 7112 euros, ou mesmo à mais elevada das taxas, isto é, 48% quando o rendimento coletável é superior a 80 882 euros.


Miguel Fragoso, Economista, Contabilista Certificado, Diretor – Geral da CERTFORM






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modo pragmático e objetivo  são estudadas matérias:


Curso Prático de Contabilidade e Fiscalidade com Informática Aplicada


Curso Prático de Gestão Fiscal (IRS, TSU, IVA, IRC, Impostos Diferidos)


Curso Prático de Processamento de Salários, IRS, Segurança Social com Informática Aplicada


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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021


 

CERTFORM é uma Entidade de Educação e Formação certificada em 13 áreas de formação pela DGERT, que iniciou a sua atividade em Fevereiro de 1999.

 

Em 22 anos de atividade (e já com mais 400 000 horas de formação ministradas), a CERTFORM afirma-se hoje como uma Entidade de referência no domínio da formação em Portugal, colocando à disposição um conjunto de Cursos Certificados, com conteúdos programáticos interessantes, úteis e de grande aplicabilidade prática, ministrados por formadores competentes e com vasta experiência formativa.

 

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Para além dos Cursos ministrados em modalidade presencial, a CERTFORM desenvolve também as modalidades de formação E-learning e Live Streaming.

 

- Na modalidade de formação E-learning ou online, o formando aprende ao seu ritmo, com flexibilidade de horários, e pode sempre recorrer ao chat e/ou email para colocar questões ao formador. Os formadores respondem com brevidade às dúvidas colocadas. O formando escolhe também o dia em que pretende iniciar a formação.

 


Nesta modalidade de Formação E-Learning ou online, a CERTFORM desenvolve os seguintes Cursos de Formação:


 

- Curso Prático de Contabilidade e Fiscalidade c/ Informática Aplicada – com 50 horas;


- Mini-MBA em Finanças Empresariais e Fiscalidade Aplicada – com 50 horas;


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- Curso de Gestão da Qualidade (ISO 9001:2015) – com 40 horas;


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Nesta modalidade de Formação Live Streaming, a CERTFORM desenvolve os seguintes Cursos de Formação:



- Curso Prático de Excel para Financeiros, Gestores e Contabilistas – previsto iniciar no dia 3 de Março de 2021, a decorrer às quartas-feiras das 19h30 às 22h30, durante 8 sessões, com o total de 24 horas de formação;


- Curso Prático de Organização e Gestão de Eventos – previsto iniciar no dia 4 de Março de 2021, a decorrer nos dias 4, 9, 11, 23, 25 e 30 de Março, às terças e quintas das 19h às 22h30, com a duração de 6 sessões, com um total de 21 horas de formação;


- Curso de Coaching, Liderança, Motivação e Gestão de Equipas – previsto iniciar no dia 8 de Março de 2021, a decorrer às segundas-feiras das 19h30 às 22h30, durante 10 sessões, com um total de 30 horas de formação;


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- Curso Prático de Elaboração e Análise de Projetos de Investimento – previsto iniciar no dia 22 de Março de 2021, a decorrer às segundas-feiras das 19h30 às 22h30, durante 8 sessões, com um total de 24 horas de formação;


- Curso de Gestão da Qualidade e Auditorias Internas – previsto iniciar no dia 24 de Março de 2021, a decorrer às segundas e quartas das 19h30 às 22h30, durante 13 sessões, com o total de 40 horas de formação;


- Mini-MBA em Gestão do Marketing Digital – previsto iniciar no dia 10 de Abril de 2021, a decorrer aos sábados das 9h às 13h, durante 12 sessões, com o total de 48 horas de formação;


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- Curso Prático de Controlo de Gestão, Contabilidade de Custos e Orçamental – previsto iniciar no dia 10 de Abril de 2021, a decorrer aos sábados das 14h30 às 17h30, durante 8 sessões, com o total de 24 horas de formação;


- Curso de Programação Neurolinguística (PNL) para o Alto Desempenho – previsto iniciar no dia 22 de Abril de 2021, a decorrer às quintas-feiras das 19h30 às 22h30, durante 10 sessões, com o total de 30 horas de formação;


- Curso de Higiene e Segurança Alimentar – HACCP – previsto iniciar no dia 8 de Maio de 2021, a decorrer aos sábados das 9h às 13h, durante 10 sábados, com um total de 40 horas de formação;


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É esta a oferta formativa que temos disponível na CERTFORM nos formatos E-Learning e Live Streaming.

 

Poderá consultar o conteúdo programático dos Cursos no nosso site: www.certform.pt

 

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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

 


O “reverse charge” consiste no facto de o adquirente / comprador substituir-se ao prestador /vendedor na obrigação de liquidar o IVA. Trata-se do mecanismo de autoliquidação. O Adquirente terá de liquidar IVA no Estado Membro onde é residente e onde entrega a sua declaração de IVA em função do seu regime de tributação.


Este regime liberta a Entidade Vendedora ou Prestadora de ter de entregar uma declaração de IVA em cada um dos Estados dos Adquirentes, sendo o adquirente aquele que terá a obrigação de liquidar o imposto na declaração periódica que entrega no seu País.


Exemplo1: Vamos considerar que uma Empresa Portuguesa presta um serviço a uma Empresa Francesa no valor de 3000 euros. Ambos são sujeitos passivos do Imposto, pelo que quando o adquirente dos serviços seja um sujeito passivo do IVA, as operações são tributáveis no lugar onde o adquirente tenha a sua sede, estabelecimento estável ou, na sua falta, o domicílio fiscal, para o qual os serviços são prestados (alínea a) do n.º 6 do artigo 6.º do CIVA). Considerando a regra geral descrita, esta operação é localizada em França. A empresa portuguesa deverá declarar o valor de 3000 euros no campo 7 do quadro 06 da declaração periódica do IVA devendo igualmente inscrever o mesmo valor na declaração recapitulativa. Já a Empresa Francesa ao receber uma fatura com a base de 3000 euros, deverá aplicar a taxa de IVA considerada em França e liquidar o respetivo imposto na declaração de IVA que entrega na Autoridade Tributária do seu país. Deste modo foi aplicado o “reverse charge” atribuindo-se à Empresa Francesa (adquirente do serviço) a obrigatoriedade de liquidar o imposto. A Empresa Francesa goza igualmente do direito a deduzir o imposto (Liquidação e dedução do IVA por parte do adquirente).


Exemplo 2: Uma Empresa Alemã (sujeito passivo) presta um serviço a uma Empresa Portuguesa (sujeito passivo) no valor de 5000 euros. Trata-se mais uma vez de uma operação B2B, que será localizada onde o adquirente tem a sua sede, ou seja, em Portugal.


A Empresa Portuguesa ao receber a fatura com a base de 5000 euros, deverá aplicar a taxa de 23% e liquidar o respetivo IVA no valor de 5000 euros x 23% = 1150 euros. Em termos declarativos a base tributável de 5000 euros será declarada no campo 16 e o imposto devido ao Estado Português no campo 17 do quadro 06 da declaração periódica do IVA. De referir que a Empresa Portuguesa deverá deduzir o imposto suportado no serviço adquirido no campo 24 (Liquidação e dedução do IVA por parte do adquirente)


Esta regra geral de localização de prestações de serviços comporta algumas exceções que são elencadas no artigo 6.º do CIVA.

 

O caso da inversão do sujeito passivo na construção civil


Em Portugal o “reverse charge” ocorre nas operações internas quando digam respeito a prestações de serviços de construção civil entre dois sujeitos passivos (B2B). Optou-se pela via da “autoliquidação” neste sector de atividade devido à elevada fuga ao fisco. 


Aplica-se a inversão do sujeito na área da construção civil nas áreas de "remodelação, reparação, manutenção, conservação e demolição de bens imóveis, em regime de empreitada ou subempreitada" (Artigo 2.º n.º 1 alínea j do CIVA).


Exemplo 3: Deste modo se uma Empresa de Aveiro adquirir um serviço de reparação de um imóvel a uma Empresa da Maia, será a Empresa adquirente do serviço que deverá liquidar o imposto (inversão do sujeito passivo). O imposto é devido no momento da realização do serviço ou em caso de adiantamento, no ato de emissão da fatura ou do seu respetivo pagamento. A fatura deve ser emitida sem liquidação de IVA com a expressão “IVA – autoliquidação”. O adquirente dos serviços terá de proceder à autoliquidação na declaração periódica, dentro dos prazos impostos por lei.


O caso de certas transmissões de bens de produção silvícola


O Decreto-Lei n.º 165/2019, de 30 de outubro, alterou o Código do IVA, estabelecendo um mecanismo de autoliquidação do IVA relativamente a certas transmissões de bens de produção silvícolas, o qual entra em vigor no dia 1 de janeiro de 2020.


Este mecanismo consiste na aplicação da inversão do sujeito passivo (reverse charge), passando a liquidação do IVA, que se mostre devido em certas transmissões de bens de produção silvícola, a ser efetuada pelo respetivo adquirente, desde que seja sujeito passivo do imposto com direito à dedução total ou parcial.


Paralelamente foi introduzida a obrigatoriedade de auto faturação nas operações em que os sujeitos passivos adquirem aquele tipo de bens a particulares que, pela sua transmissão, se tornam sujeitos passivos do imposto.


Assim, foram alterados os artigos 2.º, 19.º, 29.º e 36.º do Código do IVA, para implementação desta nova medida, cujas instruções e regras de aplicação constam no Ofício Circulado N.º: 30217, de 2019-12-23, emitido pela ÁREA DE GESTÃO TRIBUTÁRIA-IVA.

 

Quem está sujeito à inversão do sujeito passivo

 

A inversão do sujeito passivo prevista na alínea m) do n.º 1 do artigo 2.º do Código do IVA aplica-se aos sujeitos passivos que disponham de sede, estabelecimento estável ou domicílio em território nacional e pratiquem operações com direito a dedução total ou parcial do imposto, quando efetuem aquisições de cortiça, madeira, pinhas e pinhões com casca localizadas no território nacional.


Tal significa que o adquirente, sujeito passivo do imposto, deve proceder à liquidação do IVA que se mostre devido naquelas operações.

 

Que bens estão sujeitos à inversão do sujeito passivo?

 

O mecanismo de inversão do sujeito passivo previsto na alínea m) do n.º 1 do artigo 2.º do Código do IVA aplica-se às transmissões de cortiça, madeira, pinhas e pinhões com casca.


Para o efeito, considera-se:

§  Cortiça: produto resultante da extração da casca do sobreiro, que não tenha sido objeto de qualquer transformação, incluindo a cozedura;

§  Madeira: produto resultante do abate, poda ou limpeza de planta lenhosa, incluindo os respectivos sobrantes, que não tenha sido objeto de qualquer transformação para além do corte. Este conceito abrange a lenha, bem como aparas, estilha e demais excedentes vegetais resultantes da correspondente exploração agrícola ou florestal;

§  Pinhas: Pinhas de pinheiro, em qualquer estado (verde ou seco);

§  Pinhão com casca: semente do pinheiro manso, em casca.

 

 

OBRIGAÇÃO DE FATURAÇÃO E LIQUIDAÇÃO DO IMPOSTO


Quando o transmitente é um sujeito passivo que exerce uma atividade com carácter de habitualidade.


De acordo com a regra de inversão do sujeito passivo, o vendedor dos bens emite uma fatura sem liquidação de IVA, a qual deve conter a expressão “IVA – Autoliquidação”. Por sua vez, o adquirente deve liquidar o imposto devido pela aquisição, aplicando a taxa em vigor, podendo a liquidação ser efetuada na fatura emitida pelo fornecedor ou em documento interno emitido para esse efeito.


O imposto assim liquidado confere direito à dedução nos termos previstos na alínea c) do n.º 1 do artigo 19.º do Código do IVA, sem prejuízo do disposto no artigo 23.º do mesmo Código, quando se trate de sujeito passivo com limitações no direito à dedução.

 

Quando o transmitente se torna sujeito passivo pela realização de uma das operações referidas na alínea m) do n.º 1 do artigo 2.º do Código do IVA

 

Nestes casos, compete ao adquirente elaborar a fatura que titula a operação, devendo liquidar na mesma o correspondente imposto, o qual confere direito à dedução de acordo com o referido no parágrafo anterior.


Não sendo aplicáveis os condicionalismos previstos no n.º 11 do artigo 36.º do Código do IVA, não é exigido qualquer acordo prévio ou prova de que o transmitente dos bens tomou conhecimento da emissão da fatura e aceitou o seu conteúdo.


Tendo em atenção o disposto no n.º 1 do artigo 5.º e no n.º 4 do artigo 7.º do Decreto-Lei n.º 28/2019, de 15 de fevereiro, estas faturas são emitidas em nome e por conta do transmitente, em série convenientemente referenciada, devendo ser datadas e numeradas de forma progressiva e contínua por um período não inferior a um ano fiscal.


OBRIGAÇÕES DECLARATIVAS


Face às alterações verificadas e no que toca ao preenchimento das declarações periódicas, deve ser observado o seguinte:

 

Quando o transmitente é um sujeito passivo do regime normal que exerce uma atividade com carácter de habitualidade, deve inscrever estas operações no campo 8 do quadro 06 da declaração periódica do IVA.

Quando o transmitente se torna sujeito passivo pela realização de uma destas operações e o respetivo valor for igual ou inferior a 25.000€, não existe qualquer obrigação declarativa em sede de IVA.

 

Quando aquele valor for superior a 25.000€, o transmitente deve proceder à entrega de uma declaração de início de atividade (nos termos dos artigos 31.º e 35.º do Código do IVA) antes de realizar a operação, assinalando para o efeito o campo 7 do respetivo Quadro 08. Nestes casos não existe obrigação de entrega da declaração periódica do IVA.

 

Quanto ao adquirente


Competindo ao adquirente a liquidação do imposto por aplicação da inversão do sujeito passivo, os respetivos montantes devem ser inscritos na declaração periódica, nos campos 1 ou 3 (base tributável) e 2 ou 4 (imposto liquidado), todos do Quadro 06, consoante a taxa que seja aplicável aos bens.


Simultaneamente, pode inscrever o imposto dedutível nos campos 21, 22 ou 24, todos do Quadro 06, consoante se trate de inventários (existências) ou outros bens e serviços.


Finalmente, tratando-se de operações que, não obstante a obrigação legal de liquidar o imposto, não fazem parte do volume de negócios do declarante, o respetivo valor tributável deve ainda ser inscrito no Quadro 06A da declaração periódica.


Não existindo campo específico para o efeito e enquanto o mesmo não for criado, aquele montante deve ser inscrito no campo 105 (Emissão de gases com efeito de estufa) do referido Quadro.

 

Nota 1: Um Sujeito passivo terá que  autoliquidar o IVA quando for sujeito passivo de IVA em território nacional e adquira bens ou serviços nas seguintes áreas: Construção civil (Artigo 2.º n.º 1 alínea j do CIVA); Desperdícios, resíduos e sucatas (Artigo 2.º n.º 1 alínea i do CIVA); Emissões de gases com efeito de estufa (Artigo 2.º n.º 1 alínea l do CIVA);Aquisição de bens em Estados membros (Artigo 8º do RITI); Transmissão de bens imóveis (Decreto-Lei n.º 21/2007, de 29 de janeiro); Ouro para investimento (Decreto-Lei n.º 362/99, de 16 de Setembro)


Nota 2 –Os sujeitos passivos cujo volume de negócios do ano anterior seja igual ou superior a 650 000 euros são abrangidos pelo regime mensal. Os sujeitos passivos cujo volume de negócios do ano anterior seja inferior a 650 000 euros enquadram-se no regime trimestral.

 

Nota 3 – No regime mensal será entregue uma declaração periódica de IVA até ao dia 10 do 2.º mês seguinte àquele a que respeitam as operações (artigo 41.º CIVA).

 

Nota 4 – No regime trimestral será entregue uma declaração periódica de IVA até ao dia 15 do segundo mês seguinte ao trimestre do ano civil a que respeitam as operações (artigo 41.º CIVA).

 

 

Artigo escrito por Miguel Fragoso, Economista, Contabilista Certificado, Diretor-Geral da CERTFORM






Cursos relacionados onde de uma forma prática e de um modo pragmático e objetivo  são estudadas matérias:


 

Curso Prático de Contabilidade e Fiscalidade com Informática Aplicada



Curso Prático de Gestão Fiscal (IRS, TSU, IVA, IRC, Impostos Diferidos)



Curso Prático de IVA – Imposto sobre o Valor Acrescentado




sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

 



CERTFORM é uma Entidade de Educação e Formação certificada em 13 áreas de formação pela DGERT, que iniciou a sua atividade em Fevereiro de 1999.

 

Em 22 anos de atividade (e já com mais 400 000 horas de formação ministradas), a CERTFORM afirma-se hoje como uma Entidade de referência no domínio da formação em Portugal, colocando à disposição um conjunto de Cursos Certificados, com conteúdos programáticos interessantes, úteis e de grande aplicabilidade prática, ministrados por formadores competentes e com vasta experiência formativa.

 

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- Curso de Gestão da Qualidade e Auditorias Internas – iniciou no dia 18 de Fevereiro de 2021, e decorre às terças e quintas das 19h30 às 22h30, durante 13 sessões, com o total de 40 horas de formação. Se desejar ainda pode participar a partir da 2ª sessão que decorrerá na próxima terça-feira, dia 23 de Fevereiro, às 19h30;


- Curso de Higiene e Segurança Alimentar – HACCP – vai iniciar no dia 20 de Fevereiro de 2021, a decorrer aos sábados das 9h às 13h, durante 10 sábados, com um total de 40 horas de formação;


- Curso Prático de Excel para Financeiros, Gestores e Contabilistas – previsto iniciar no dia 3 de Março de 2021, a decorrer às quartas-feiras das 19h30 às 22h30, durante 8 sessões, com o total de 24 horas de formação;


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- Curso Prático de Organização e Gestão de Eventos – previsto iniciar no dia 4 de Março de 2021, a decorrer nos dias 4, 9, 11, 23, 25 e 30 de Março, às terças e quintas das 19h às 22h30, com a duração de 6 sessões, com um total de 21 horas de formação;


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- Curso Prático de Elaboração e Análise de Projetos de Investimento – previsto iniciar no dia 22 de Março de 2021, a decorrer às segundas-feiras das 19h30 às 22h30, durante 8 sessões, com um total de 24 horas de formação;


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- Mini-MBA em Gestão do Marketing Digital – previsto iniciar no dia 10 de Abril de 2021, a decorrer aos sábados das 9h às 13h, durante 12 sessões, com o total de 48 horas de formação;


- Curso Prático de Controlo de Gestão, Contabilidade de Custos e Orçamental – previsto iniciar no dia 10 de Abril de 2021, a decorrer aos sábados das 14h30 às 17h30, durante 8 sessões, com o total de 24 horas de formação;


- Curso de Programação Neurolinguística (PNL) para o Alto Desempenho – previsto iniciar no dia 22 de Abril de 2021, a decorrer às quintas-feiras das 19h30 às 22h30, durante 10 sessões, com o total de 30 horas de formação.

 

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